segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Poema febril que pinga nos cantos de cada folha


A histeria acomoda-se
e fazes das entranhas do ser
duas ou três merdas que dizem o que és.

Dá-me tudo
ou conversas.
E experimentares?
ya, ya,
sentaste no passeio, à noite,
à espera do autocarro. Ouves:
«Vamos a caminho dos subúrbios
onde deus nunca passou»

Bandos de força esquizofrénica
entendem-se aos grunhos
e são civilizados.
A maneira deles é cruel,
mas vês bondade
e isso basta.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Lembra uma nostálgica noite urbana, numa altura em que te apanhas a pensar sobre pensar. Keep up the good work!

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