O salão despiu-se para a magia acontecer
só quando atinge o incontrolável é que tu percebes que não podes mais controlar
sabe-se lá. A dor na cabeça
a dor na ponta dos dedos
sabe-se lá.
Ouves, dizem-te, nos momentos de silêncio, quando estás em harmonia, vês o que não consegues ver nos dias todos, no correr. Como se descobrisses tudo o resto, o essencial. Olhas para a mão. É a mão e faz parte do resto essencial. Enquanto mordes os calcanhares, ultrapassas e és ultrapassado. A luz não escorece mais, também não é preciso.
Como sabes eu não sei mentir e nunca serei imune ao nosso sabor, às tuas curvas suaves de raiva, e ao dançar,
quando danças, quando te danço.